Proximidade de judeus com Bolsonaro preocupa o mais tolo analista político

Judeus nos campos de concentração na Alemanha.
Foto: Arquivo Museu do Holocausto de São Paulo

Penso que discutir Bolsonaro dentro da Hebraica, reduto de judeus milenares vai muito além do reducionismo tolo de dar visibilidade ou não a tal sujeito. E faço um paralelo na história, com Adolf Hitler para explicar.

Hitler era um reles carteiro desconhecido, atuava como militante do Partido dos Trabalhadores Alemães, em que pese não ter nada haver com a luta dos trabalhadores de fato.

E um ideólogo o fez grande, este, Rudolf Hess, eminência parda do nazismo. Um livro escrito por este, Mein Kampf (“Minha Luta”), criou o monstro que, até então, era um mero entregador de cartas.

O livro promovia pangermanismo, antissemitismo e anticomunismo, e Hitler da noite para o dia, com a distribuição do libelo contra a humanidade, tornou-se o homem mais poderoso de toda Europa.

Sorte que nosso povo não lê, dirão alguns, mas até os ignorantes seguem seus líderes de maneira cega, como já acontecem com as religiões de cunho neopentecostais. E nem preciso dizer da proximidade destas com Bolsonaro.

Não podemos ignorar quem fala: senhora ministra não merece nem ser estuprada; que Dilma mereceu ser torturada por Ustra, que negro isso e aquilo, índio, enfim, não se pode tolerar. E por que não? Porque isso vai aos poucos galvanizando anseios, ganhando força, ocupando espaço e tomando bastiões sensíveis ao imediatismo que os pobres anseiam, mas poucos sabem que estão caindo na armadilha que seus algozes armaram, no caso a direita extremada, a direita da tortura, a direita que mata, a direita que não tem qualquer principio no fazer político, que não sabe e não quer negociar.

Hebraica

Quando sabemos que judeus dominam parte da economia mundial. Dominam aqui no Brasil, bancos, lojas, indústrias, agricultura, não há lugar em que não estejam, passa a ser preocupante tal aproximação destes com Bolsonaro.

Explico. Judeus são pessoas que possuem informações privilegiadas, como saber, por exemplo, quantos corpos foram desovados ou que serão desovados na Baixada Fluminense, apertando uma simples tecla de seus computadores no dia de hoje, neste momento. Sabem o que rola nas altas esferas. Eu não sei, mas observo seus movimentos, que dizem muito para mim.

Judeus sabem, de maneira antecipada, porque tem dados e números, quais as tendências políticas e econômicas dentro e fora do País. Estão infiltrados em todos os poderes. Conhecem e leem a conjuntura como poucos, em face das informações, repito, privilegiadas que possuem.

O fato de Bolsonaro entrar em tão importante reduto, a Hebraica, põe em alerta o mais tolo dos analistas políticos. Judeus, de alguma forma, já sabem do potencial de Bolsonaro diante desta conjuntura que exclui trabalhadores. A figura do líder salvador cai como uma luva num ambiente como este, cairá ainda mais, em 2018.

Temos um sério problema, penso eu, diante de tal aproximação destes setores. É preciso não atuar como o poema de Intertexto de Bertolt Brecht. A situação, que até então estava tranquila, com este movimento na tábua do xadrez político, requer que façamos outro, e rápido, antes que seja tarde.

Por Edson Pereira Filho, jornalista, professor e escritor

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