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Por ódio a Lula, ginecologista machuca paciente

Por Edson Pereira Filho

A dona de um restaurante no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista, Branca Alves de Farias, foi agredida violentamente durante um exame ginecológico.

A comerciante foi fazer exame de rotina na rede municipal de saúde de São Bernardo do Campo, região do Grande ABC, São Paulo.

Durante o exame, o médico perguntou sobre a profissão da paciente, quando ela respondeu que era proprietária do restaurante do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, onde Lula começou sua vida sindical é política. O “ginecologista ficou vermelho”, conta a Branca. Irritado, o médico aumentou o tom da voz e disse que ela precisava colocar chumbinho (veneno de rato) na comida de Lula, quando este aparecesse no sindicato.

O médico então, enfurecido durante o exame, passou a falar palavrões contra Luiz Inácio Lula da Silva.

Além disso, passou a agredi-la fisicamente, com o bastão de ultrassonografia, introduzido em sua vagina, durante o procedimento do exame. “Pensei que ele (médico) ia furar meu intestino, meu útero”, desabafou, entre lágrimas.

A denuncia feita por Branca a Revista Fórum na última sexta-feira, dia 9.

Segundo ela, o médico, várias vezes disse que Lula precisava morrer, arrematando as frases com xingamentos de baixíssimo nível.

O ginecologista, cutucava, agressivamente, as paredes do útero da paciente com a sonda, enquanto xingava Lula .

“Calma, doutor. Por favor”, implorava a vítima para o médico,  que estava transtornado.

“O meu medo era, com o aparelho lá dentro, de ele machucar alguma coisa, meu útero. Ele se transformou em um bicho”, contou, aos prantos, para a reportagem da TVT, da Revista Fórum.

O ginecologista é contratado por uma empresa terceirizada que presta serviço à prefeitura. A empresa se manifestou em nota sobre o episódio:

“Esclarecemos que conversamos com o médico e que o mesmo informou que o exame da cliente foi realizado dentro da norma e rotina padronizada, não havendo nenhuma intercorrência importante, exceto o incômodo inerente à realização do exame. Ressaltamos também que a eventual conversa relatada, transcorreu dentro da normalidade, apenas com intuito de interagir com a cliente, sem jamais pretender ofende-la ou ferir suas convicções”, a empresa pediu desculpa à paciente e acredita que houve “interpretação diferente por parte da cliente”, diz a nota.

Cultura da agressão médica

Estudantes da Universidade de Vila Velha, no Espírito Santo, no último mês de abril, tiraram fotos com as calças abaixadas, com a mãos simbolizando vaginas, numa clara alusão ao estupro. Os alunos divulgaram a foto nas redes sociais, o que provocou escândalo nacional. Os futuros médicos, no último ano de medicina naquela universidade, até agora não sofreram qualquer punição criminal.

Origem do ódio

A classe médica brasileira, em inúmeras manifestações contra o programa Mais Médico do Governo Federal, nos períodos Lula e Dilma Roussef, vem declarando, publicamente, seu ódio a política de saúde petista. Diversos episódios e manifestações colocaram em xeque o relacionamento do Partido dos Trabalhadores (PT) com a classe médica brasileira em todo País.

No Ceará, por exemplo, médicos se manifestaram ao gritos de “escravos” e “incompetentes”, contra um grupo de 96 médicos estrangeiros inscritos no programa Mais Médicos, do Governo Federal. Os profissionais estrangeiros – entre eles, 79 cubanos – participavam de uma solenidade de acolhimento organizada pelo Ministério da Saúde (MS). O ato, entre tantos outros, foi considerado xenófobo por parte de autoridades médicas dentro e fora do Brasil.

 

Queda de Temer abre caminho para eleição de Lula

Edson Pereira Filho

A transição será turbulenta depois da queda de Temer, o que penso ser uma questão de dias. As forças que hoje ocupam o Planalto tentam ganhar tempo para costurar uma saída que as mantenham ainda no poder.

Brasília – O presidente Michel Temer ( fotos da Agência Brasil)

Na linha de sucessão a Temer estão os presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia e Renan Calheiros, respectivamente, porém, os dois padecem dos mesmos crimes e estão nas denuncias da JBS e da Odebrecht.

Brasília – Aécio Neves

Sobra então, Cármem Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), que ocupará o cargo até 2018, despreparada e sem qualquer tino de comando, basta lembrar do episódio em que Renan passou por cima de uma decisão do STF, sem ao menos ser questionado pela magistrada.

Com Cármem no comando, o País sangraria política e economicamente até outuro de 2018, quando acontecem novas eleições para presidente do Brasil. Pela segunda vez, desde a morte de Getúlio em 1954, políticos elegeriam, indiretamente, um presidente.

Tal possibilidade causa arrepio e indignação no mais neófito brasileiro em política no Brasil. O quadro é muito absurdo para deixar, como na fábula, que lobos tomem conta do galinheiro (o Congresso e o País) e decidam quem deve ser o rei da matilha.


Caso haja uma ruptura neste quadro então, sem obedecer à ordem Constitucional de eleição indireta, sobrariam cassetetes e bordoadas nas ruas aos manifestantes que defendessem eleições diretas.

E é o que parece que vai acontecer, uma emenda constitucional terá que ser elaborada às pressas para conter os ânimos e redirecionar o País no rumo da normalidade democrática.

A Rede Globo não quer o desmantelamento das forças conservadoras que hoje estão, seriamente, avariadas pelos bombardeios das denuncias bilionárias dos irmãos da JBS, exímios compradores de 1.890 políticos em todo País.

O chefão dos Marinho, Ali Kamel, tenta, por todos os meios, manter sobre as hostes das Organizações Globo o descortino de tais enredos para a eleição indireta, pois sabe que disso depende, em grande parte, a sobrevivência política da emissora.

Ali Kamel escondeu o mais que pôde o depoimento de Lula, assimilou a pancada, e vem agora, em doses homeopáticas, administrando a saída de Temer, não sem antes, dar estocadas em Lula.

Os irmãos da JBS ganham destaque da emissora, quando dizem que mantinham contas e extratos sobre seus poderes de contas milionárias de Lula e Dilma, sob a anuência do ex-ministro da Economia, Guido Mantega.

O que se observa, novamente, neste intento amalucado, é o mesmo enredo dos papéis de Moro (não assinado e outro rasurado). Quando muito, é a palavra de Lula contra as dos corruptores da JBS.

Há um racha no judiciário, isto ficou claro, quando à revelia de Moro, Temer e Aécio sofreram investigações monitoradas para comprovar seus ilícitos em tentar apagar os descaminhos do dinheiro fácil.

O ministro do STF, Edson Fachin e a Polícia Federal em Brasília, sequer disseram alguma coisa para Moro ou pediram sua ajuda, já que este tinha o senador Aécio Neves também sob sua mira.

Então, Cunha perdeu a mesada, e não ficará quieto. Aécio será preso. Outros políticos começaram a cair como moscas mortas nas celas da Papuda, aliás, presumo que faltará cadeia para este tipo de gente, os quais, definitivamente, não são cidadãos de segunda categoria.

Dou um exemplo básico disso, a casa de Andreia Neves, irmã do senador Aécio, não foi arrombada. Já que a mesma não queria abrir para os policiais cumprirem a ordem de prisão, foi chamado um chaveiro para proceder à abertura da porta. Fosse na periferia, bem, um pontapé e estaria tudo resolvido.

Sobram então, oito partidos com vieses de extrema-direita e extrema-esquerda dentro do Congresso Nacional, os quais, até o presente momento, não estão enredados nesta teia de propinas, segundo os corruptores Marcelo Odebrecht, Joesly e Wesley Batista.

Tal radicalização no perfil do que sobrou de um Congresso perdulário, vai de encontro ao mesmo perfil que grassa na sociedade brasileira, dividida entre coxinhas e mortadelas. Ou para além disso, estamos num dos momentos mais agudos e preocupantes de nossa vida política.

É preciso então, ir as ruas, defender eleição direta, e Lula precisa ser o candidato das forças democráticas que até então, vinham trazendo o País na linha do desenvolvimento, da inclusão social e de avanços, substanciais, na participação de setores, antes alijados, dos projetos que levassem em conta os que mais precisam.

Fachin abre inquéritos contra 83 políticos e manda quebrar sigilos

Edson Pereira Filho

Fotos: Ministro Edson Fachin/Acervo do STF

O juiz do Supremo Tribunal Federal e Relator da Lava Jato, Edson Fachin abriu inquéritos para que sejam feitas investigações de caixa dois contra  8 ministros do governo federal, 3 governadores, 24 senadores e 39 deputados federais. Estes foram citados por 78 ex-diretores da empreiteira Odebrecht.

O sigilo  foi retirado pelo juiz do STF de 74 dos 76 inquéritos abertos, totalizando mais de 83 políticos suspeitos em esquemas de corrupção.  Fachin informou à Agência Brasil que a quebra de sigilo se justifica por ser de “interesse público”.

“Com relação ao pleito de levantamento do sigilo dos autos, anoto que, como regra geral, a Constituição Federal veda a restrição à publicidade dos atos processuais, ressalvada a hipótese em que a defesa do interesse social e da intimidade exigir providência diversa”, escreveu o ministro.

Dentro do âmbito da investigação da Lava Jato, também foi aberto inquérito  contra o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Vital do Rêgo Filho.

As investigações, nesta fase, contarão com coleta de provas, podendo haver operações da polícia, desde condução coercitiva e prisões de alguns dos citados, até retirada de documentos e objetos sob poder dos envolvidos em esquemas fraudulentos de corrupção.

Embora o STF mantenha entre os dias 12 e 13 de abril expediente normal, e no dia 14 a atividades parcialmente funcionando, espera-se para o dia 17 uma romaria de advogados com petições dos citados na Lava Jato, para tomar pé sobre as acusações imputadas nos diversos processos.

Ministros
1. Moreira Franco, ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República
2 – Bruno Araújo, ministro das Cidades
3 – Aloysio Nunes, ministro das Relações Exteriores
4 – Marcos Antônio Pereira, ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços
5 – Blairo Maggi, Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
6 – Helder Barbalho, ministro da Integração Nacional
7 – Eliseu Padilha , ministro da Casa Civil
8 – Gilberto Kassab, ministro da Ciência e Tecnologia

Governadores
1 – Renan Filho, governador de Alagoas
2 – Robinson Faria, governador do Rio Grande do Norte
3 – Tião Viana, governador do Estado do Acre

Senadores
1. Eunício Oliveira (PMDB-CE), presidente do Senado
2. Romero Jucá (PMDB-RR)
3. Aécio Neves (PSDB-MG)
4. Renan Calheiros (PMDB-AL)
5. Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE)
6. Paulo Rocha (PT-PA)
7. Humberto Costa (PT-PE)
8. Edison Lobão (PMDB-MA)
9. Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
10. Jorge Viana (PT-AC)
11. Lidice da Mata (PSB-BA)
12. Ciro Nogueira (PP-PI)
13. Dalírio Beber (PSDB-SC)
14. Ivo Cassol (PP-RO)
15. Lindbergh Farias (PT-RJ)
16. Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM)
17. Kátia Abreu (PMDB-TO)
18. Fernando Collor de Mello (PTC-AL)
19. José Serra (PSDB-SP)
20. Eduardo Braga (PMDB-AM)
21. Omar Aziz (PSD-AM)
22. Valdir Raupp (PMDB-RN)
23. Ricardo Ferraço (PSDB-ES)
24. Antonio Anastasia (PSDB-MG)

Deputados Federais
1 – Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara
2. Marco Maia (PT-RS)
3. Carlos Zarattini (PT-SP)
4. Paulinho da Força (SD-SP)
5. João Carlos Bacelar (PR-BA)
6. Milton Monti (PR-SP)
7. José Carlos Aleluia (DEM-BA)
8. Daniel Almeida (PCdoB-BA)
9. Mário Negromonte Jr. (PP-BA)
10. Nelson Pellegrino (PT-BA)
11. Jutahy Júnior (PSDB-BA)
12. Maria do Rosário (PT-RS)
13. Ônix Lorenzoni (DEM-RS)
14. Vicentinho (PT-SP)
15. Arthur Oliveira Maia (PPS-BA)
16. Yeda Crusius (PSDB-RS)
17. Paulo Henrique Lustosa (PP-CE)
18. José Reinaldo (PSB-MA)
19. João Paulo Papa (PSDB-SP)
20. Vander Loubet (PT-MS)
21. Rodrigo Garcia (DEM-SP)
22. Cacá Leão (PP-BA)
23. Celso Russomano (PRB-SP)
24. Dimas Fabiano Toledo (PP-MG)
25. Pedro Paulo (PMDB-RJ)
26. Lúcio Vieira Lima (PDMB-BA)
27. Daniel Vilela (PMDB-GO)
28. Alfredo Nascimento (PR-AM)
29. Zeca Dirceu (PT-SP)
30. Betinho Gomes (PSDB-PE)
31. Zeca do PT (PT-MS)
32. Vicente Cândido (PT-SP)
33. Júlio Lopes (PP-RJ)
34. Fábio Faria (PSD-RN)
35. Heráclito Fortes (PSB-PI)
36. Beto Mansur (PRB-SP)
37. Antônio Brito (PSD-BA)
38. Décio Lima (PT-SC)
39. Arlindo Chinaglia (PT-SP)

Governadores citados
1 – Paulo Hartung (Espírito Santo)
2 – Geraldo Alckmin (São Paulo)
3 – Fernando Pimentel (Minas Gerais)
4- Flávio Dino (Maranhão)
5 – Luiz Fernando Pezão (Rio de Janeiro)
6 – Raimundo Colombo (Santa Catarina)
7 – Marcelo Miranda (Tocantins)
8 – Beto Richa (Paraná)
9 – Marconi Perillo (Goiás)